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terça-feira, 16 de junho de 2009

Crescei e reproduzi-vos!

Hoje o número de delegados vem crescendo muito. Os modelos têm ganhado grande importância como ferramenta de ensino e têm atraído interesse do setor privado, dos professores e instituições de educação e de demais colaboradores. Vide os grandes modelos brasileiros, sua abrangência de público, número de participantes e seus patrocinadores. Até a ONU organizou seu próprio modelo, o GMUN, já citado aqui no blog!

Há muitas dificuldades em se montar um modelo e fazê-lo crescer e se manter, mesmo em âmbito local ou, ainda, pequenas simulações institucionais fechadas. Não precisa ser pretensioso a ponto de querer fazer o maior do mundo, mas pelo menos algo que seja sustentável, rico e interessante.
Staffs e delegados diferenciam-se demais. Para quem não teve muitas experiências, ser staff acaba parecendo algo menos "glamouroso" e muito trabalhoso. Há aqueles que acabam se aventurando nessas searas, há aqueles que preferem seguir modelos sempre como delegados, há aqueles que tentam ser staff e acabam descontinuando a experiência, bem como existem pessoas que só gostam e só participam sempre numa função específica... e por aí vai.
Também existem dificuldades institucionais, seja de âmbito particular ou público, secundarista ou universitário.

Do desinteresse dos próprios alunos de uma determinada escola, até as condicionalidades absurdas que possam ser impostas para que o evento aconteça, passando pela incompreensão daqueles que podem bancar o evento e pelo eventual cansaço e "aposentadoria" de modeleiros, fica uma conclusão difícil de discordar: é sempre difícil implementar e continuar novos modelos. Muitos acabam existindo por um ou dois anos e caem no ostracismo.


Uhuuuul!

Como tartaruguinhas marinhas, poucos são os modelos que conseguem sair da praia, ganhar o mar, crescer e se desenvolver dentro de suas possibilidades. E uma rede de modelos (pequenos, médios e grandes) é importante para se manter, desenvolver e diversificar/enriquecer a cultura modeleira brasileira e regional.

O que acham? Sugestões, críticas, adendos etc? Seria possível criarmos um "Projeto Tamar" para os MUN´s? Como dito no post anterior, já deixo no ar algo que não pode faltar: integração, em todas suas nuances, esferas e possibilidades. É difícil, mas será impossível?

sexta-feira, 6 de abril de 2007

O começo de tudo

Nada me parece mais apropriado para começar um blog sobre modelos do que falar sobre o começo, não do blog, mas de modelos. Existem alguns preconceitos sobre simulações que se tornam especialmente danosos atualmente, em que vários modelos se encontram em grave déficit de renovação. A renovação - fazer novo - requer um pouco do mesmo espírito que fez tudo da primeira vez.

Misconception #1: Grandes modelos surgem com grande ajuda de universidades e professores.

The real thing: Na modelolândia chega a ser um costume pitoresco como cada modelo acha que o outro sim, que é bem assessorado, o que, via de regra, é um engano danado. A maioria dos modelos do Brasil surgiu de alunos - provavelmente desocupados ou empreendedores, ou ambos - que viram a experiência sendo realizada fora e resolveram imitar. De uma forma ou de outra, os modelos nascem, por definição, dos alunos. Lição: Um punhado de amigos geralmente faz tudo acontecer.

Misconception #2: Os dinossauros são insuperáveis.


The real thing: Casarões me defenda! Na verdade, se formos analisar de uma forma mais ou menos séria - se for sério demais fica chato - na verdade chances are que os modelistas hoje sejam bem melhores. A proliferação dos modelos secundaristas, a própria "profissionalização" dos munners... há cinco anos existiam menos de cinco modelos no Brasil, hoje você precia ir pro Acre pra achar um estado sem.

Misconception #3: Qualquer coisa pode ser simulada.

Na verdade poder até pode, mas essa é uma pergunta capciosa. Se até o churrascão do Lula pode ser simulado, existem os critérios do que DEVE ser simulado e COMO pode ser simulado. Isso é particularmente interessante, já que todo modeleiro já viu um comitê sem-noção, discutindo um tema mal-delimitado em um fórum inadequado.

Misconception #4: Organizar um modelo é muito caro.

Organizar modelo pode custar 10 reais (meu orçamento pro I Chalé Potiguar) ou custar alguns milhões (comenta-se à boca pequena que o orçamento do WorldMun é maior que o de algumas representações. O do MONU mesmo é maior que minha querida Nação Dene do Rio Buffalo). Depende do gosto do freguês, ou melhor, do empreendedor. Óbvio que com um orçamento de 4 dígitos seu modelo não vai ser um AMUN, mas com os devidos acordos e contatos, pode até render muito mais (parcerias com centros de convenções ou hotéis, por exemplo), poupando inclusive seus delegados de modelarem em mesas de tênis de mesa.

Misconception #5: Fazer modelo é difícil.

O grande baluarte da ética brasileira, Roberto Jefferson, certa vez fez um breve relato sobre seu insigne pai. Dizia que seu progenitor era dono de uma retórica invejável, discursando em veros. Certa feita perguntaram-lhe "Como eu faço pra falar assim como o senhor, discursando em versinhos?". Ele respondeu de pronto: "Não tem lição. Ou é fácil ou não é." Da mesma forma, é com simulação. Ou é algo que você faz com gosto, ou não. Claro que pode ser deveras complicado, demorado e trabalhoso - e geralmente o é - mas é fácil. Difícil é que não é.

Sinta-se livre para comentar e adicionar. Ou até fazer seu próprio modelo, é sempre uma boa hora pra (re)começar.