segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dentro de casa

Fala Pedro, o Nogueira

"Nasci" em uma geração que inaugura sua carreira na modelândia ainda no ensino médio. Esses modeleiros facilmente ultrapassam as fronteiras do mundo universitário com muita simulação na bagagem e vão ao primeiro AMUN com dez ou doze simulações do mainstream de modelos brasileiros e até estrangeiros. Por agora, um grande tendência em Belo Horizonte são as simulações internas, promovidas dentro dos colégios e, muitas vezes, inteiramente desenvolvidas pelos alunos secundaristas. Conheço casos parecidos, por exemplo, em Brasília, onde há um circuito muito organizado de simulações internas e que, inclusive, interagem formalmente entre si. Muito da minha experiência em simulações vem destes modelos internos e, portanto, sou um grande fã dessa modalidade de simulações, que, no meu jurisdimento, contribuem muito pra formação de cada modeleiro por seis motivos. Vamos a cada um deles.

Tamanho: Sou um entusiasta das simulações em comitês reduzidos. Menos gente frequentemente significa mais tempo de discurso para cada delegado e mais atenção pra cada participante, tanto pela diretoria quanto dos colegas de comitê. Não fui a modelos internos com comitês muito maiores que quarenta delegados e isso sempre foi positivo.
Desenvoltura: Com menos gente e com mais conhecidos, delegados tendem a ter menos vergonha de discursar e acabam por, com o perdão da expressão, 'perder a virgindade' discursiva muito rápido, o que os deixará mais à vontade, posteriormente, no faraônico Mini-ONU ou na gigantesca SiNUS, o terror dos delegados tímidos.
Treinamento [?]: na falta de uma palavra melhor. Simulando em casa, delegados tem tempo de se familiarizar com as regras (extremamente importantes, na minha opinião) e outros aspectos das simulações para, em outras ocasiões, aproveitar mais o conteúdo que preocupar-se com a adaptação à forma. Este fator e o anterior acabam por tornar-se um só, já que a simulação interna elimina o período de adaptação que os delegados devem ter no modelo de proporções maiores, durante a primeira e segunda sessões. Só alegria!
Coesão de delegações: Simular com os companheiros dentro do colégio cria uma identidade comum entre os alunos que, em outro modelo, formarão uma delegação. Isso enaltece o conceito de ‘delegação’ em si, quando os alunos realmente passam a se comportar como um grupo de embaixadores trabalhando por uma mesma causa, já que simularam juntos previamente e provavelmente se prepararam juntos. Além disso, em um outro nível de análise, aprender com os veteranos da escola acaba criando um estilo parecido de simular. Aqui em BH, por exemplo, já é possível ficar meia hora em um comitê e identificar, pelo jeitão, quem é o delegado do Colégio Militar, quem é o do Magnum e quem é o do Santa Maria.
Relações Intercolegiais: Quando os alunos de um colégio passam a convidar os colegas de outras escolas para simular em seus internos, começa a formar-se uma comunidade mais interativa de modeleiros na região, já que o convite certamente será retribuído. Somado ao fator anterior, cria-se um circuito alternativo de modelos, não concorrente, mas complementar ao mainstream. Multiplicada a simulação, multiplica-se a diversão!
Evolução acadêmica: frequentemente, os modelos internos são organizados pelos próprios alunos, que conduzem a pesquisa, escrevem guias de estudos/regras e dirigem comitês. Ao contrário do que pode parecer, isso não costuma reduzir a qualidade acadêmica dos comitês, que costumam seguir muito corretos. Já chegamos a ver por aqui momentos espetaculares de comitês muito bem estudados e construídos, exemplos, inclusive, para simulações do mainstream.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Bom, o Mau e o Maluco

Como diferentes posturas da mesa diretora influenciam no debate

Todos nós estamos cansados e, talvez, um pouco calvos de saber que a boa mesa diretora consegue levar o debate para o assunto ou ênfase de seu interesse, através de crises, cartas de governo, sutis sugestões para certas delegações-chave, etc. Daí algumas pessoas dizerem que diretores também têm um pouco de puppet master em si (e eu me incluo nesse grupo).

Como quase tudo no mundo modelístico, esse tipo de atitude pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. Intervenções na hora errada, crises malucas (vide este post), golpes repentinos em países que, até cinco minutos atrás, estavam em relativa paz e harmonia... Tudo isso é feito por mesas diretoras despreparadas, e prejudica o bom andamento do debate. Da mesma maneira, há mesas que, por omissão, deixam o comitê degringolar, apenas para alcançar um ideal inviável de realidade na simulação (afinal, no “mundo real”, os moderadores não intervêm em coisa alguma no debate).

Isso dito, na minha percepção, há duas “correntes” de mesas diretoras: a intervencionista e a neoliberal/“mesa mínima”, ambas com seus respectivos extremos e tons de cinza.

A corrente intervencionista argumenta que a mesa diretora deve intervir no debate sempre que houver um desvio do plano original das discussões. Isso se daria através da modificação do ambiente objetivo da simulação – ou seja, o contexto internacional. Afinal, é para isso que os diretores controlam as “notícias” e cartas de governo. Em suma: se algo vai mal, é necessário corrigir antes que isso prejudique o trabalho do comitê.

Já a teoria da “mesa mínima” defende que, se a China quiser discutir a questão da educação básica no Haiti no Conselho de Segurança, a mão invisível de Kelsen (ou seu teórico predileto) retornará a discussão à normalidade. Ora, se John Bolton resolver falar de moscas da Patagônia no UNSC, não vai ser a presidência da vez que vai impedir. O ideal de que “o rumo do comitê é definido pelos delegados e não é passível de modificação” guia a mesa diretora “mínima”.

Ambos os lados têm argumentos válidos. Todavia, já dizia o velho Aristóteles: “o justo não está nos extremos, mas nos meios”. Ou seja: deve haver uma terceira via, capaz de navegar entre essas duas correntes, maximizando os efeitos positivos de uma intervenção e mitigando os negativos.

Concluindo: avaliar a hora certa de introduzir uma crise ou intervir de qualquer forma é uma capacidade do bom diretor de comitê. Mas é preciso compreender que também faz parte do jogo aquilo que nós, juristas, chamamos de alea – sorte, acaso, imprevisibilidade dos acontecimentos futuros. Coisas que não aconteceram como planejado ou deram errado ocorrem nos melhores comitês – nos piores também, mais freqüentemente – mas os diretores devem decidir se vale mais a pena tentar salvar o comitê por meio de uma intervenção, ou se no fim o status quo não planejado será benéfico para a produção do comitê.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Renovar é preciso




Em recentes conversas no mundo modelístico um tema vem sendo abordado de forma recorrente: a renovação do mundo das simulações. Não a renovação de comitês, temas ou modelos, mas sim a de modeleiros. Ao que parece trata-se de um fenêmeno nacional (ponto de vista do universo modeleiro carioca, esta situação é certa), pois a cada nova edição de antigas simulações o quadro de pessoal muda muito pouco. Com raras exceções são as mesmas figurinhas carimbadas que estão sempre por aí, ou como diretores ou como membros de secretariado.

A primeira vista pode ser difícil perceber este fenômeno. Mas, pare pra pensar, nos últimos dois anos, quantas pessoas novas estão participando da organização de modelos? São poucas. Alguns modelos foram extintos por causa disso e modelos novos que surgem sem o apoio de modeleiros experientes acabam por serem nati-mortos (infelizmente). A primeira vista parece que a culpa é da falta de entusiasmo das novas gerações a tomarem parte da mítica “organização”. Na realidade existe um certo preconceito, cansei de ouvir de ótimos delegados frases como: “ah, eu não sou tão bom para conseguir fazer isto”. Ao que parece, diretores de modelo viraram seres de outra galáxia.

A culpa é um pouco nossa, organizadores de simulações. Muito pouco é feito para renovar os quadros. Volta e meia vemos distruibuição de cargos e comitês na base da amizade, mais do que por competência (fenômeno bem brasileiro, diga-se de passagem). Os delegados, ao verem que em várias as simulações o quadro da organização muda muito pouco, sentem que aquilo é uma panelinha fechada, onde não existe forma de entrar.

De que forma podemos tentar remediar essa situação? Como trazer delegados de Ensino Médio (que estão para conclui-lo) para a organização de simulações? Vou lançar a campanha “Adote um delegado”. Aí vai:

-Não aguenta mais escrever guias de estudo?

-Não quer mais organizar simulações?

-Não aguenta mais ter que ver seus amigos da modelândia todo sábado em reuniões de modelos?

Seus problemas ‘se acabaram-se’!

A campanha ADOTE UM DELEGADO promete resolver os seus problemas!

É fácil, basta seguir os seguintes passos:

1 – Observe seus delegados. Você vai perceber facilmente aqueles que são competentes de verdade e não são só vendidos.

2 – Converse com o seu delegado e tente incentivá-lo. Deixe claro que você acredita que ele pode ser um excelente diretor.

3 – Ajude-o no que precisar. Lembra-se de quando você foi ser diretor pela primeira vez? Tente fazer disso uma experiência menos traumática para o seu delegado adotado.

4 – E, a medida emergencial, chame-o para ser diretor num projeto que você criou. Para o seu delegado adotado vai funcionar como um estágio, e, a partir daí, ele vai poder fazer seus próprios projetos sem medo.

Apesar da forma como foram apresentados estes “passos”, se nós olharmos em retrospectiva vamos perceber que foi mais ou menos isso que aconteceu conosco. De certa forma fomos “adotados” para apresentarmos aquele primeiro comitê onde fomos diretores. O processo não pode parar, a modelândia é bem grande e existe espaço para todo mundo. Se a renovação não existe (ou é fraca) temos que tentar trabalhar para mudar este quadro. Adote o seu delegado (e futuro diretor) e contribua para um futuro modelístico melhor.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Credenciais Diplomáticas

Este é o primeiro post da nova geração de editores deste blog. É, portanto a oportunidade de uma apresentação para que vocês conheçam quem mais está no convés do barco a partir de agora. Juntos, JP, Nogueira, André e Phil, somamos 57 modelos até o momento, em contrapartida aos 101 de Cedê, W.A., Pereira e Napoleão. Seguiremos o mesmo protocolo de sempre e, portanto, sugestões, críticas e colaborações de qualquer natureza serão muito bem recebidas. Vamos aos discursos iniciais:

Para começar, meu nome é Pedro Nogueira, estudante de Comunicação Social [vejam só!] na UFMG, em Belo Horizonte. Tenho 21 anos e já participei de vários modelos em alguns estados do Brasil dede 2005, como delegado, diretor, editor-chefe e no secretariado, às vezes encontrando os Editores veteranos desse veículo. A experiência com modelos aqui nas Minas Gerais já me proporcionou momentos muito interessantes, histórias e impressões pra dividir com vocês. Espero contribuir de alguma forma para a diversão e o aprendizado que teremos juntos daqui pra frente.

Olá pessoas do meu Brasil (e demais países-membros). Eu sou o JP, às vezes me chamam pelo nome que consta na R.G. João Pedro de Sá Teles. Sou um Brasiliense perdido no Rio de Janeiro que visita a modelândia paulista e que mantém relações diplomáticas com os modeleiros de Belzonte. Sou estudante de Relações Internacionais pela PUC-Rio e estou na modelândia desde 2005. Tenho 19 anos e um bom tempo de experiência modelística, tempo suficiente para que eu conhecesse os criadores deste blog. Todos os quatro: Camarada Napô, Pereira, Cedê e W.A. acumulam muita experiência no mundo de modelos e tive a oportunidade de trabalhar com eles e garanto que manter o padrão de qualidade estabelecido será difícil. Espero que estejamos à altura.

Olá caros amigos e amigas da Modelândia brasileira (quiçá global)!
Meu nome é André Dutra, brasiliense de 22 anos (23 em 10 dias) e sou estudante do 6º semestre de Relações Internacionais no IESB. Participo de modelos desde 2006, quando ainda era calouro e mesmo sem extensa experiência quantitativa, como muitos, tive a sorte de ter diversas experiências qualitativas ao extremo. Como delegado e organizador, pude aprender muito e me apaixonei por este meio. Além disso, atualmente sou servidor público e membro ativo político-partidário.
Espero fazer um ótimo trabalho, como os criadores deste fizeram, certo de que será mais fácil graças à companhia dos 3 excelentes editores que me acompanham.
Moções para sugestões e críticas serão muito benvindas cá por este blogueiro!

Diplomatas, Bacharéis e Engenheiros deste país,
Sou Philip, carioca da gema, 19 anos de tradição – ALÔ RIO! AQUELE ORGULHO!
Estudo Direito na GLORIOSA PUC-Rio e, desde 2005, costumo freqüentar modelos. Nas minhas contas, já estou em 13 simulações – umas ótimas, outras boas e algumas que não valem o papel que gastam. Chego aqui com espírito de colaboração, e espero manter a qualidade dos posts de nossos predecessores. À medida em que for escrevendo neste blog, espero poder dar melhor noção da minha personalidade, coisa difícil de se fazer de modo direto e sucinto.
P.S. Não estou nem aí para a reforma ortográfica, escrevo do meu jeito que é o certo.

Esses, são, portanto, os quatro novos editores do blog. Os velhos editores vão contribuir com sua sabedoria e benevolência, enquanto nós vamos procurar trazer algo de novo para todos. Esperamos vocês por aqui com alguma frequência. Até breve!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009, novos editores!


Modeleiros das galáxias!
 
Chegou a hora de passar o bastão. Seis candidatos se apresentaram para as quatro vagas de editores do 
Representatives of the World. Após muita deliberação, cada um de nós votou nos quatro que achava mais preparados para a função, com base nos seus currículos e nos posts-exemplo que nos enviaram. Os quatro mais votados foram escolhidos. Duas decisões foram unânimes; as outras duas, mais disputadas.
 
Todos os quatro novos editores estão ainda em meados da faculdade. Representam, de fato, uma nova geração.
 
Eles são: 

Philip Hime, do Rio de Janeiro;  (Direito - PUC-Rio)
Pedro Nogueira, de Belo Horizonte;  (Jornalismo - UFMG)
André Dutra, de Brasília;  (REL - IESB)
e João Pedro Sá Teles, também do Rio (RI - PUC-Rio).
 
Aos que não foram selecionados, só podemos torcer pra que isso não os desanime. A demora na resposta transparece como essa foi uma disputa acirrada. Tivemos seis excelentes candidatos, mas por uma questão de logística e organização, é bom que a administração seja restrita a poucas pessoas. Esperamos que vocês contribuam pro blog como se tivessem sido selecionados, e, talvez, aceitem fazer parte da próxima editoria quando os que agora a assumem julgarem que é hora de passar adiante esse mesmo bastão.
 
Enviaremos mais um e-mail aos novos editores  com algumas instruções e sugestões.
 
 
Parabéns a todos!  E vida longa ao RoTW!
 
Os primeiros editores 

Bacharel em RI (PUC-Minas)
Graduando em Jornalismo (UFMG)
28 modelos
Bacharel em Direito (PUC-SP)
Mestrando pela UnB
23 modelos
Bacharel em RI (PUC-SP) e Jornalismo (USP)
Atualmente um russófilo no MEC
32 modelos
Bacharel em Direito (UFRN)
Mestrando pela UFMG
18 modelos (incluindo 7 SOIs!)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Final da seleção

O prazo estipulado para o recebimento de CVs foi esgotado. Os editores analisarão as propostas enviadas e o resultado será postado aqui em breve.

Fica nosso obrigado desde já aos que deram esse importante passo adiante e se apresentaram em nome da Modelândia :)

E sim: tivemos mais de 4 candidatos, o blog Modeleiro, felizmente, continuará suas operações em 2009 ;D

abraços,
Os Editores

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Representatives’ Feelings

** O blog modeleiro permanece em fase de transição, selecionando novos editores. Mais informações, vide o post a respeito do tema. Lembrando que receberemos CVs até dia 10/12! **

Nota dos editores: É política do blog não escrever posts sobre modelos específicos. Porém, como se trata de um caso sui generis -os editores atuais não foram ou podem ser delegados do Global Classrooms - julgamos que as reflexões propostas pelo Jeff Agrella são válidas para falar algo mais do que o modelo em si, mas o impacto social a modelândia pode causar em nosso país.

Representatives’ Feelings


No final de semana dos dias 14, 15 e 16 de novembro aconteceu a terceira edição do Global Classrooms São Paulo. O evento, que contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas, entre alunos, voluntários e professores, é o único Modelo Brasileiro voltado aos alunos da rede pública de ensino no Brasil.Dentre os alunos, certamente mais de 80% estavam “aprendendo a modelar”, e a imagem que passavam, durante a cerimônia de encerramento, era a de que lição foi bem compreendida. Entretanto, o Global Classrooms ensina um tanto mais que apenas modelar. Leciona muito mais do que técnicas de oratória, de pesquisa, compreensão, tolerância e todas as demais que observamos em nossas idas e vindas pelos modelos desse nosso querido e insano mundo paralelo.O Global Classrooms é um instrumento para inflar a auto-estima de nossos queridos alunos/delegados, muitos dos quais que até o dia da cerimônia de encerramento não acreditavam em si mesmo.

Nós, que passamos por um Global Classrooms (sim, tive o prazer de ter sido delegado deste magnífico projeto) saímos de lá dotados da certeza de que, a partir daquele momento, nossa existência ganha outro sentido. Exagero? As lágrimas derramadas por vários delegados durante tal cerimônia provam que não.




Ver estampado em outros rostos, pela segunda vez como organizador, o que este Modelo representa pra mim, me faz crer que todos aqueles que tiveram o prazer de, um dia, se declarar como representante de “Estado x”, mesmo que por alguns instantes, deveriam viver a experiência que qualquer edição do Global Classrooms propicia.É através de um Global Classrooms que percebemos que todos os valores que são tentados passar durante um Modelo podem sim chegar a seus destinatários. É o Global Classrooms que nos prova que, dentro deste “mundo modeleiro”, podemos sim acreditar que temos o poder de mudar aquilo que consideramos estar fora de seu sentido lógico.Eu sei que parece muita “babação-de-ovo”, e que deve estar sendo um saco ler este post que foge tanto à estilística bem-humorada representada por todos os outros abaixo. Mas, é necessário compartilhar com todos aqueles que nunca puderam sentar em uma cadeira do Global Classrooms, tanto como delegado, quanto como organizador, a lição metafisicamente ensinada durante os dias de qualquer edição de um Global, a de que além de todas as nossas horas e treinamentos com oratória, devemos levar aos modelos as nossas paixões.



Tenho pra mim que o projeto, que é organizado por nossa querida modeleira Raquel Mozzer, representa aquilo que de melhor podemos tirar de um modelo, a sensação de algumas horas investidas no aprimoramento de pessoas tão especiais, a começar por nós mesmos. E, investido desta sensação, fico feliz em perceber que tal projeto toca, cada vez mais, a essência de quem passa por um Global Classrooms. Senhores modeleiros, mais do que transmitir a nós, delegados, os preceitos e valores da Carta das Nações Unidas, o Global Classrooms sempre será um divisor de águas na vida de qualquer aluno que por ali passe. É a partir dele que saberemos dizer “Yes, We Can” (quem esteve presente esse ano entenderá).


Seja parte, modeleiro, dos momentos mais importantes, até então, da vida de um aluno que se sente importante pelo simples fato de aprender a aprender um pouco mais sobre si mesmo.



Jefferson Agrella, o Jeff, é aluno do 4º semestre do curso de Direito das Faculdades Integradas Rio Branco e iniciou suas participações em modelos na primeira edição do Global Classrooms São Paulo, em 2006.