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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os Novos Editores: eles estão aqui!

... bem, não exatamente "aqui", já que eles não estão em minha residência, tomando um bom Bordeaux.  E o servidor que hospeda esse blog não deve ser lá o ambiente mais agradável de se habitar.

Mas, antes de dar o resultado...
Vamos falar de coisa boa!

Tá, chega.  Sem mais delongas, dêem boas vindas aos ganhadores da menção honrosa novos editores do Representatives of the World: Carolina Tavares, Elisa Bertillo e Felipe Afonso “Pirata” Guimarães!

Fica aqui consignado em ata o nosso obrigado a todos os participantes.  A demora no anúncio do resultado é resultado de uma disputa acirrada, resolvida apenas na madrugada de hoje, após consulta a um pajé zimbabueano, uma astróloga e o polvo Paul.

Parabéns a todos, e vida longa ao RotW!

A Segunda Geração.
João Pedro de Sá Teles,
Pedro Nogueira, e
Philip Hime

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Representatives’ Feelings

** O blog modeleiro permanece em fase de transição, selecionando novos editores. Mais informações, vide o post a respeito do tema. Lembrando que receberemos CVs até dia 10/12! **

Nota dos editores: É política do blog não escrever posts sobre modelos específicos. Porém, como se trata de um caso sui generis -os editores atuais não foram ou podem ser delegados do Global Classrooms - julgamos que as reflexões propostas pelo Jeff Agrella são válidas para falar algo mais do que o modelo em si, mas o impacto social a modelândia pode causar em nosso país.

Representatives’ Feelings


No final de semana dos dias 14, 15 e 16 de novembro aconteceu a terceira edição do Global Classrooms São Paulo. O evento, que contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas, entre alunos, voluntários e professores, é o único Modelo Brasileiro voltado aos alunos da rede pública de ensino no Brasil.Dentre os alunos, certamente mais de 80% estavam “aprendendo a modelar”, e a imagem que passavam, durante a cerimônia de encerramento, era a de que lição foi bem compreendida. Entretanto, o Global Classrooms ensina um tanto mais que apenas modelar. Leciona muito mais do que técnicas de oratória, de pesquisa, compreensão, tolerância e todas as demais que observamos em nossas idas e vindas pelos modelos desse nosso querido e insano mundo paralelo.O Global Classrooms é um instrumento para inflar a auto-estima de nossos queridos alunos/delegados, muitos dos quais que até o dia da cerimônia de encerramento não acreditavam em si mesmo.

Nós, que passamos por um Global Classrooms (sim, tive o prazer de ter sido delegado deste magnífico projeto) saímos de lá dotados da certeza de que, a partir daquele momento, nossa existência ganha outro sentido. Exagero? As lágrimas derramadas por vários delegados durante tal cerimônia provam que não.




Ver estampado em outros rostos, pela segunda vez como organizador, o que este Modelo representa pra mim, me faz crer que todos aqueles que tiveram o prazer de, um dia, se declarar como representante de “Estado x”, mesmo que por alguns instantes, deveriam viver a experiência que qualquer edição do Global Classrooms propicia.É através de um Global Classrooms que percebemos que todos os valores que são tentados passar durante um Modelo podem sim chegar a seus destinatários. É o Global Classrooms que nos prova que, dentro deste “mundo modeleiro”, podemos sim acreditar que temos o poder de mudar aquilo que consideramos estar fora de seu sentido lógico.Eu sei que parece muita “babação-de-ovo”, e que deve estar sendo um saco ler este post que foge tanto à estilística bem-humorada representada por todos os outros abaixo. Mas, é necessário compartilhar com todos aqueles que nunca puderam sentar em uma cadeira do Global Classrooms, tanto como delegado, quanto como organizador, a lição metafisicamente ensinada durante os dias de qualquer edição de um Global, a de que além de todas as nossas horas e treinamentos com oratória, devemos levar aos modelos as nossas paixões.



Tenho pra mim que o projeto, que é organizado por nossa querida modeleira Raquel Mozzer, representa aquilo que de melhor podemos tirar de um modelo, a sensação de algumas horas investidas no aprimoramento de pessoas tão especiais, a começar por nós mesmos. E, investido desta sensação, fico feliz em perceber que tal projeto toca, cada vez mais, a essência de quem passa por um Global Classrooms. Senhores modeleiros, mais do que transmitir a nós, delegados, os preceitos e valores da Carta das Nações Unidas, o Global Classrooms sempre será um divisor de águas na vida de qualquer aluno que por ali passe. É a partir dele que saberemos dizer “Yes, We Can” (quem esteve presente esse ano entenderá).


Seja parte, modeleiro, dos momentos mais importantes, até então, da vida de um aluno que se sente importante pelo simples fato de aprender a aprender um pouco mais sobre si mesmo.



Jefferson Agrella, o Jeff, é aluno do 4º semestre do curso de Direito das Faculdades Integradas Rio Branco e iniciou suas participações em modelos na primeira edição do Global Classrooms São Paulo, em 2006.

sábado, 29 de novembro de 2008

Nações Unidas: Mais poder às novas gerações

Enquanto estamos nesse período de transição, o blog não vai parar. Um dos leitores, Bruno Sindicic, de 17 anos, nos enviou esse texto para que fosse compartilhado com os demais. Agradecemos sua disposição e lembramos que mesmo com a mudança dos editores, o blog permanecerá aberto para contribuições. Esperamos que isso não mude, e que tenhamos cada vez mais vozes - de preferência dos cantos mais remotos do Brasil - ajudando a compor a voz da modelândia brasileira. Então, levando em consideração o excelente timing do texto, o publicamos a seguir, espero que gostem! (ou desçam o cacete nos comentários, como bons dele-malas).

Nações Unidas: Mais poder às novas gerações

Por Daisaku Ikeda*

Tóquio, outubro/2008 – “Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e moverei a Terra”, afirmou Arquimedes, segundo se diz, há cerca de 2.200 anos. As palavras do cientista grego vão além de uma explicação sobre o princípio da alavanca. Indicam também as potencialidades da humanidade e expressam a convicção de que, sejam quais forem as crises que devemos enfrentar, os seres humanos têm, sem dúvida, a sabedoria para encontrar uma solução.

A metáfora de Arquimedes sobre a alavanca foi alvo de uma citação do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy em seu discurso de 1963 perante a Assembléia Geral das Nações Unidas: “Estimados habitantes deste planeta: ocupemos nossos lugares aqui, nesta Assembléia das Nações Unidas, e vejamos se, em nosso tempo, podemos levar ao mundo uma paz justa e duradoura!”.

A ONU nos proporciona “um ponto de apoio” para o desafio de levar à Terra o bem-estar para toda a humanidade. Nosso mundo está atualmente esmagado por uma desconcertante série de assuntos globais que vão da mudança climática à crise economia, a pobreza e as disparidades em matéria de riqueza, até o terrorismo e as escassezes de alimentos. Como fazer para começar a desfazer este emaranhado de problemas entrelaçados entre si? Creio que o caminho para resolver estes desafios é o de maximizar as potencialidades da ONU, que é o contexto de solidariedade nascido da trágica experiência de duas guerras mundiais.

Por que qual outro lugar existe para juntar nossos recursos, transformar nosso modo de pensar e passar da busca de estreitas metas nacionais ao trabalho conjunto para toda a humanidade? Este planeta não existe para servir aos interesses de um Estado em particular. Mas cada Estado existe para contribuir para os interesses comuns do planeta. Há uma grande necessidade de que todas as nações reafirmem esta verdade manifesta. Naturalmente que a ONU enfrenta numerosos problemas. Mas, se desejamos que cumpra sua missão é necessário ser revitalizada.

Para funcionar no século XXI a ONU deve se sustentar sobre três pilares que transcendam as fronteiras nacionais: um sentido compartilhado sobre o rumo a seguir, um senso de responsabilidade e um acionar comum. Creio que o compromisso criativo e a capacidade inovadora dos jovens de todo o mundo são a chave para romper os moldes existentes e afirmar os princípios antes enunciados. A juventude tem cada vez mais um senso de identidade global. Os jovens estão unidos pro uma preocupação comum sobre o destino de nosso planeta e estão conectados através de novas tecnologias das comunicações.

As pessoas com menos de 24 anos, definidas pela ONU como “jovens” e “crianças”, agora constituem quase 50% da população mundial. Se descuidarmos da busca de soluções para as questões contemporâneas, a próxima geração deverá enfrentar as trágicas conseqüências. Portanto, ninguém tem mais direito do que os jovens a expressar sua opinião sobre os atuais. E é um privilegio especial da juventude o poder elevar-se mais além dos estreitos limites do ganho de curto prazo, bem com apaixonar-se pela justiça e pela obtenção de objetivos de longo prazo. Creio ser de vital importância estabelecer estruturas adicionais para a participação ativa dos jovens nas deliberações realizadas pelas agências especializadas da ONU.

A participação na tomada de decisões é uma das prioridades da agenda da ONU sobre a juventude. Este ano, 14 países incluíram representantes juvenis em suas delegações à Assembléia Geral. Tais iniciativas deveriam ser incentivadas e estendidas. Atualmente, existe um “ponto focal para a juventude” dentro do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa) que maneja questões relacionadas com os jovens. Este departamento poderia ser potencializado e convertido em um Escritório para a Juventude. Outra sugestão seria a designação de um Representante Especial junto ao Secretário-Geral da ONU ou de um Alto Representante da ONU para a Juventude.

Também é desejável apoiar o fortalecimento da Assembléia da Juventude, que reúne anualmente representantes de jovens do mundo, de modo que suas deliberações alimentem diretamente as da Assembléia Geral da ONU. Além disso, devem ser criados canais para que os jovens levem suas preocupações à atenção dos líderes mundiais. Tenho fé nos jovens. Somente eles possuem o fogoso dinamismo, a energia e a inspiração criativa necessários para construir algo novo, para prever e construir um futuro melhor para eles próprios e para empreender ações que permitam superar as crises que enfrentamos. Devemos aproveitar este poder e esta sabedoria dos jovens. As pessoas jovens são a força condutora que pode superar qualquer ponto morto e abrir novas possibilidades para a humanidade, encaminhando o mundo para a paz. Todos ganharemos se permitirmos que usem a ONU como um “ponto de apoio”. (IPS/Envolverde)

* Daisaku Ikeda, filósofo budista japonês, é presidente da associação de base budista Soka Gakkai Internacional (SGI, http://www.sgi.org).
Espero que sirva de alguma coisa,

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sucessão no blog modeleiro

Amigos, vamos abrir o jogo.

O tempo passou. Os editores deste blog, que eram velhos modeleiros, viraram modeleiros velhos. Quase todos estamos formados e/ou pós-graduados e/ou trabalhando para valer. Nossas carreiras em simulações da ONU estão no crepúsculo, e desta vez não é blefe.

Chegou a hora de passar o blog para a frente.

Nesta última década, nós viajamos o país e o planeta para participar de MUNs. Organizamos modelos e comitês de todos os tipos possíveis e imagináveis. Somados, participamos de precisamente 101 simulações. Colecionamos histórias para contar e amigos para rever. Mas terminou. Todo carnaval tem seu fim.

Como a Modelândia continua, hoje e sempre, decidimos recrutar nossos sucessores. Eles terão a árdua mas fascinante tarefa de continuar estimulando o debate permanente sobre MUNs no Brasil.

Está aberto o processo de seleção para quatro novos editores de Representatives of the World. Participem!

Requisitos

I - Ser estudante universitário. Pode ser de graduação ou pós, em qualquer ano. Não importa a área de estudos. Também não importa a instituição - vale qualquer uma do Brasil ou do exterior.

II - Possuir pelo menos dois anos de experiência como modeleiro, incluindo necessariamente:
a) Experiência como delegado E como organizador (assistente, diretor de comitê, secretário-geral ou afins);
b) Participação em no mínimo dois modelos, de preferência em diferentes cidades ou estados.

III - Ter disponibilidade para escrever de forma regular no blog, isto é, no mínimo uma vez por mês.

Os candidatos deverão enviar seus currículos modeleiros, com a descrição detalhada de suas experiências em MUNs, além de um post de exemplo para o blog, para o email correiodiplomatico@gmail.com . A data-limite é 10 de dezembro de 2008.

Os quatro atuais editores permanecerão como colaboradores e poderão escrever posts ocasionais, mas abdicarão da editoria e do controle administrativo do blog.

Novos modeleiros, levantem-se! Que nós vamos descansar.

Frederico "Cedê" Silva
Guilherme Pereira
Thomaz Napoleão
Wagner Artur Cabral
Fundadores e editores de Representatives of the World

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nada de novo no front diplomático


A festa da democracia não se limita aos municípios brasileiros e à Casa Branca. A ONU também vota. Votou hoje. O resultado? A Assembléia Geral perdeu mais uma excelente chance de tornar o Conselho de Segurança, se não mais eficaz ou democrático, pelo menos mais divertido.

Os cinco novos membros do CS, eleitos para ajudar a tomar conta da paz mundial entre 2009 e 2010, são Áustria, Turquia, Japão, México e Uganda.

Não há nenhum novato entre os membros rotativos recém-eleitos. O Japão vai ser conduzido para o Conselho pela décima vez, batendo um recorde que até agora era dividido com o Brasil. Turcos e mexicanos foram eleitos pela quarta vez. Austríacos e ugandenses entram no clube pela terceira vez.

Os cinco eleitos substituirão Itália, Bélgica, Indonésia, Panamá e África do Sul. Ou seja, o Conselho vai ficar ainda mais tranqüilo do que já era. Os sul-africanos são hoje os terceiro-mundistas mais barulhentos do CS, e não perdem uma chance de proteger Mianmar ou o Zimbábue dos reproches ocidentais. Já a Itália do Berlusconi, como se sabe, gosta de um bom factóide.

"Nosso zelador vai conduzir o senhor ao toalete!"


Mas o realmente interessante é ver a lista dos Estados que perderam as eleições para o próximo biênio do CS. O Irã se candidatou pelo grupo dos países asiáticos, mas obteve apenas 32 votos, ante os 158 do Japão. Já a Islândia – que acaba de ser salva da bancarrota por um empréstimo bilionário de petrodólares russos – fez uma campanha longa, esforçada e inútil; recebeu 87 votos, contra os 151 da Turquia e os 133 da Áustria (havia duas vagas européias em disputa).

Tragicamente, entre os Estados latino-americanos o Brasil recebeu apenas UM sufrágio perante os 185 votos do México! Derrota fragorosa? Mais ou menos. O Brasil não era candidato.

O bottomline é que o Conselho de Segurança poderia ter entre seus membros um país proliferador e uma ilhota sem exército, mas isso não vai acontecer em 2009. Seria bom para o anedotário das relações internacionais, mas talvez atravancasse um pouco mais a pauta da segurança global.

PS: Se o leitor pensa que a Islândia não passa de um paiseco gelado, saiba que Reykjavík articulou uma espécie de anti-Santa Aliança entre os 24 membros da ONU que não possuem forças armadas permanentes. Quem conseguiria harmonizar os interesses divergentes de potências rivais como São Marino, Dominica e Micronésia? A Islândia conseguiu.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O novo-velho e o velho-novo


Tivemos recentemente uma discussão polêmica aqui no Representatives-Modeleiro, que suscitou questões interessantíssimas. Não quero retornar a seu contexto, mas gostaria de voltar às dúvidas que já levantei nos comentários do post relaconado, e acrescentar a estas mais algumas. Na verdade eu gostaria mesmo que alguma outra pessoa - de preferência fora do nosso staff regular - falasse suas impressões a respeito, mas como dizia minha vó, "só tem tu, vai tu mesmo".

Em vários aspectos, nós já aprendemos a fazer modelos. Já dominamos o fogo. Após a inspiração externa, conseguimos vislumbrar todo o sistema, entender como funciona e empregá-lo com perfeição. É curioso como isso parece já fazer parte de alguma espécie de inconsciente coletivo nacional, ao passo que diversos modelos aparentemente disconexos estão surgindo (aparentemente do nada), crescendo e se fortalecendo. Mas sobre isso já falamos bastante. Após dominar o fogo, nós começamos a refiná-lo, usá-lo para os mais diversos fins. Diversificamos nosso arsenal, e hoje já simulamos até o <#mode Jabá ON> II Concílio Vaticano <#mode jabá OFF>. Se continuar nessa marcha podem esperar uma simulação da Guerra do Peloponeso ou Joint-Committee Roma-Cartago nas Guerras Púnicas no TEMAS 2009.

Porém, essa "maturidade" traz seus próprios problemas. O que acontecem quando modelos ficam adultos? Eles amadurecem, ganham uma personalidade encorpada e fazem escola? Ou será que de tanto estarem acostumados a velhos costumes, eles ficam caquéticos e engessados? Será que a saída das famosas primeiras gerações gera um cataclisma no nível acadêmico do evento? E finalmente, uma pergunta que sumariza nossos temores: estamos preparados para a transição?
por apresentar quadros diversos: modelos com idades diferentes, experiências distintas, etc.

Esse tema por si é ligeiramente delicado por causa da comparação automática entre as gerações. Por exemplo, qualquer pessoa que foi aos MONU 2005 e 2006 sentiu uma diferença *sensacional*, nos termos de João Vargas. É uma tendência natural você analisar dois modelos distintos (temporalmente falando) e fazer um juizo de valor, esse foi melhor que aquele nisso ou naquilo, etc. Do mesmo jeito, é complicado tomar decisões a longo prazo. Um exemplo de casa: todos secretariados da SOI (myself included) disseram que não deveríamos mexer no nosso logotipo, mas "alguns ajustes precisam ser feitos". TODOS. Outra coisa que em alguns lugares é mais complicada que outros é a influência sobre os ex-alunos sobre a simulação: um modelo precisa de um santo padroeiro? E no sentido oposto, há algo errado em ter aconselhamento de modelistas calejados?

EM muitos aspectos, a relação entre modelos é personalista. Você não faz amizade com o modelo, faz com o "diplomata" do modelo. A consequência da transição pros modelos entre si é algo que eu gostaria de ver tratado posteriormente, mas no momento gostaria de me limitar ao interna corporis, ao crescimento interno do modelo, seu amadurecimento e "troca de pele".

O que vocês acham disso tudo?

Já me adianto com algumas idéias que eu acho interessantes pra se cuidar do tema em cada modelo:

1 - RENOVAR É PRECISO. Renovação deve ser uma preocupação CONSTANTE. Se um ano sequer não for planejado de forma a acrescentar algo de novo ao seu modelo, quer dizer que em alguns anos haverá uma quebra. Vários modelos atualmente sofrem problemas por usufruirem de "surtos" de popularidade. Diretores empolgados surgindo a cada dois ou três anos. Isso é PÉSSIMO.

2 - REGISTRAR É PRECISO. É importante documentar as coisas, os procedimentos. Desde o secretariado com todo o calhamaço de material administrativo, até as diretorias acadêmicas: em caso de quebra de renovação, as pessoas podem acabar ficando sem saber o que fazer. Sem falar que já ter nem que seja os pontos principais escritos já facilita a comunicação, que é o próximo ponto;

3 - CONVERSAR É PRECISO. Conversar com os modelistas mais velhos e mais novos SEMPRE é bom. Aprenda com os erros que ainda não cometeu, aproveite as idéias das pessoas que ainda não estão submetidas aos mesmos procedimentos que você, e muitas vezes, não tem os mesmos vícios (e dê o devido crédito, óbvio. Dessa galinha ainda pode sair muito ouro). Modelos já passaram por verdadeiros medievos por secretariados politicamente divergentes. Sempre que possível, uma relação próxima com os antecessores pode ser extremamente proveitoso, poupando muito trabalho. E estar atento às ideias novas pode ser justamente um sinal que vc precisava pra ver quem realmente tem interesse na coisa;

4 - ACREDITAR É PRECISO. Procure pessoas que se interessam pela idéia, não pelo projeto. O problema de pessoas que se interessam pelo projeto, é que elas tendem a participar pouco tempo. Ficam um ano como diretor, depois juntam a trouxinha e desistem das simulações. Levando em conta a necessidade de um planejamento a longo prazo, esse é mais um fator de risco que pode gerar uma baita quebra. Geralmente pessoas envolvidas com a idéia tendem a ter um relacionamento mais profundo com o modelo. Óbvio que isso não exclui os one-night-only, podem ser muito bons, mas eles devem ser sempre a minoria, ou seu modelo cedo ou tarde vai passar por apuros por falta de pessoal

Agora passo a bola: e vocês? o que acham?