terça-feira, 10 de março de 2009
Vamos iniciar mais uma campanha de utilidade pública do blog RoTW! A partir de agora vamos ajudar a modelândia a se ajudar. SGs e Diretores que queiram divulgar o que acontece em seus modelos, por favor, basta entrar em contato. Se eaiu a lista de comitês, se vão começar as inscrições ou se divulgaram algum edital, a gente divulga por aqui.
Pra começar, aliando o útil ao agradável (leia-se, fazendo um jabá), o VII ONU Jr. tem o prazer de anunciar seus comitês e diretores para este ano:
• Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – Proteção aos Refugiados em Zonas de Conflito (Carolina Defino, Marina Rodrigues, Daniel Rio Tinto e Teresa Bosco Ferreira)
• United Nations Security Council – Open Agenda (Dani Nedal, Maria Eugênia Pitombo e Sophie Chaves)
• Conselho de Segurança Histórico – A Questão das Malvinas/Falklands (Marco Antônio Sá, Camilla de Oliveira Borges, Diego Bielinski Carvalho, Rodrigo Cerveira Cittadino)
• Conselho Europeu – A Segurança Energética Européia (João Paulo Georgief, Bárbara Motta, Gabriel Mendes e Bruno Tomas)
• G8 Summit – Pauta Tripla: Impactos da Crise Financeira na Estabilidade Doméstica dos Estados; Governança Estatal e Segurança de Armamentos; Financiamento de Ajuda Humanitária (Barbara Bravo, Juliana Ghazi, Camila Benelli e Yan Chi)
• Organização Internacional do Trabalho – Segurança Empregatícia e a Crise Econômica Global (Isadora de Andrade e Guilherme Dias)
• Organização para a Cooperação de Shanghai – Novos Rumos na Ásia Central e as Relações com o Ocidente (Raphael Souza Corrêa, Vanessa Gomes Sampaio)
• Pacto de Varsóvia – A Guinada Desviacionista do Partido Comunista da Tchecoslováquia, Agosto – Setembro de 1968 (Juliana Moura Bueno, Rodrigo Braga
Pereira Ianhez, Thomás Zicman de Barros).
Espero que tenham gostado do novo serviço oferecido pelo RoTW. E aproveitamos para avisar que pelo menos três dos quatro editores deste blog estarão no TEMAS. Prometemos mandar atualizações direto de BH para vocês hehehehe.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Modelos e TI, parte III
“Modelos e TI” é uma série de posts sobre a aplicação da tecnologia aos modelos. Os posts anteriores podem ser vistos aqui e aqui.
Desde o primeiro post dessa série, muitas coisas já mudaram. Além do advento dos laptops e da internet sem fio como ferramentas importantes em modelos, há agora uma segunda onda de tecnologia: a do conteúdo.
Calma, doutores, eu explico. Na época em que eu comecei no mundo dos modelos (lá pra 2005/2006), o máximo que se podia encontrar sobre determinada simulação na internet era o site oficial, quiçá algumas fotos e, com alguma sorte e esforço, o respectivo artigo na Wikipédia. Agora, temos uma proliferação de blogs, imagens e vídeos, criando um ambiente mais rico e mais diverso para os que querem se informar acerca do mundo modelístico, além de agradar aos delegados habitués.
Independentemente de onde isso tenha começado, a publicação de conteúdo que não possui a formalidade de um site oficial é muito mais atrativa, do ponto de vista dos delegados. Além disso, a informalidade proporcionada por um blog dá flexibilidade à organização, que acaba por atualizá-lo mais freqüentemente. Some-se a isso o fato de que inserir conteúdo em um blog é absurdamente mais fácil do que em um site tradicional e veremos que esta é uma plataforma muito interessante para qualquer modelo, tanto para sua divulgação quanto para os organizadores.
Os vídeos de modelos são um caso à parte. Na minha época – falou o velho – nem se falava nisso. Pelo que eu me lembre, a primeira vez que vi algo do tipo foi na SiNUS 2006, cuja cerimônia de encerramento teve um vídeo com imagens do modelo e uma trilha sonora – se não me engano, Walk On, do U2.
De lá pra cá, muitos modelos adotaram vídeos como método de divulgação, atrativo de delegados ou como parte das cerimônias de abertura e encerramento.
Sim, esse é o Nogueira ;)
Além desses, temos vídeos específicos de comitês, utilizados para divulgar o tema simulado:
Ou até mesmo como meio de deixar uma crise mais real:
As possibilidades são infinitas, e fico curioso para saber como a comunidade modelística utilizará isso no futuro.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Piratas do Caribe! Digo, da Somália?!
Talvez seja uma resposta claríssima à maldade das piadas de humor negro envolvendo os somalis. Talvez seja mais um destes fatos históricos non sense que só os que vivem naquele corte temporal podem presenciar, pois não foi lá grandes coisas para livros de História. Mas que a coisa é um verdadeiro freak show, isso é!
Em outubro e novembro, navios de guerra da OTAN e de países com embarcações atacadas foram para as áreas de ataques piratas, mas não resolveram muita coisa. O negócio ficou tão feio (e engraçado?), que se chegou ao cúmulo de especialistas britânicos anti-pirataria terem de ser resgatados dos piratas na Somália.
No fim das contas, é uma tristeza ver esse tipo de acontecimento, do lado de cá do mundo, sabendo que a Somália (bem como várias outras nações africanas) vem sofrendo por décadas, por conta do descaso – seja ele da sociedade internacional, dos políticos somalis e mesmo do acumulado histórico na região.
Já há algum tempo sem notícias das ações dos piratas. Será que a pirataria voltou, novamente, a ser algo das telas de cinema, ou será que a Crise mundial afetou até o que sobrava de “bom senso” (se é que existe algum senso) e estrutura nos ilícitos internacionais? E qual será o próximo título de cinema a escapar para nossa vida nos noticiários globais?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Dentro de casa
"Nasci" em uma geração que inaugura sua carreira na modelândia ainda no ensino médio. Esses modeleiros facilmente ultrapassam as fronteiras do mundo universitário com muita simulação na bagagem e vão ao primeiro AMUN com dez ou doze simulações do mainstream de modelos brasileiros e até estrangeiros. Por agora, um grande tendência em Belo Horizonte são as simulações internas, promovidas dentro dos colégios e, muitas vezes, inteiramente desenvolvidas pelos alunos secundaristas. Conheço casos parecidos, por exemplo, em Brasília, onde há um circuito muito organizado de simulações internas e que, inclusive, interagem formalmente entre si. Muito da minha experiência em simulações vem destes modelos internos e, portanto, sou um grande fã dessa modalidade de simulações, que, no meu jurisdimento, contribuem muito pra formação de cada modeleiro por seis motivos. Vamos a cada um deles.
Tamanho: Sou um entusiasta das simulações em comitês reduzidos. Menos gente frequentemente significa mais tempo de discurso para cada delegado e mais atenção pra cada participante, tanto pela diretoria quanto dos colegas de comitê. Não fui a modelos internos com comitês muito maiores que quarenta delegados e isso sempre foi positivo.
Desenvoltura: Com menos gente e com mais conhecidos, delegados tendem a ter menos vergonha de discursar e acabam por, com o perdão da expressão, 'perder a virgindade' discursiva muito rápido, o que os deixará mais à vontade, posteriormente, no faraônico Mini-ONU ou na gigantesca SiNUS, o terror dos delegados tímidos.
Treinamento [?]: na falta de uma palavra melhor. Simulando em casa, delegados tem tempo de se familiarizar com as regras (extremamente importantes, na minha opinião) e outros aspectos das simulações para, em outras ocasiões, aproveitar mais o conteúdo que preocupar-se com a adaptação à forma. Este fator e o anterior acabam por tornar-se um só, já que a simulação interna elimina o período de adaptação que os delegados devem ter no modelo de proporções maiores, durante a primeira e segunda sessões. Só alegria!
Coesão de delegações: Simular com os companheiros dentro do colégio cria uma identidade comum entre os alunos que, em outro modelo, formarão uma delegação. Isso enaltece o conceito de ‘delegação’ em si, quando os alunos realmente passam a se comportar como um grupo de embaixadores trabalhando por uma mesma causa, já que simularam juntos previamente e provavelmente se prepararam juntos. Além disso, em um outro nível de análise, aprender com os veteranos da escola acaba criando um estilo parecido de simular. Aqui em BH, por exemplo, já é possível ficar meia hora em um comitê e identificar, pelo jeitão, quem é o delegado do Colégio Militar, quem é o do Magnum e quem é o do Santa Maria.
Relações Intercolegiais: Quando os alunos de um colégio passam a convidar os colegas de outras escolas para simular em seus internos, começa a formar-se uma comunidade mais interativa de modeleiros na região, já que o convite certamente será retribuído. Somado ao fator anterior, cria-se um circuito alternativo de modelos, não concorrente, mas complementar ao mainstream. Multiplicada a simulação, multiplica-se a diversão!
Evolução acadêmica: frequentemente, os modelos internos são organizados pelos próprios alunos, que conduzem a pesquisa, escrevem guias de estudos/regras e dirigem comitês. Ao contrário do que pode parecer, isso não costuma reduzir a qualidade acadêmica dos comitês, que costumam seguir muito corretos. Já chegamos a ver por aqui momentos espetaculares de comitês muito bem estudados e construídos, exemplos, inclusive, para simulações do mainstream.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
O Bom, o Mau e o Maluco
Como diferentes posturas da mesa diretora influenciam no debate
Como quase tudo no mundo modelístico, esse tipo de atitude pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. Intervenções na hora errada, crises malucas (vide este post), golpes repentinos em países que, até cinco minutos atrás, estavam em relativa paz e harmonia... Tudo isso é feito por mesas diretoras despreparadas, e prejudica o bom andamento do debate. Da mesma maneira, há mesas que, por omissão, deixam o comitê degringolar, apenas para alcançar um ideal inviável de realidade na simulação (afinal, no “mundo real”, os moderadores não intervêm em coisa alguma no debate).
A corrente intervencionista argumenta que a mesa diretora deve intervir no debate sempre que houver um desvio do plano original das discussões. Isso se daria através da modificação do ambiente objetivo da simulação – ou seja, o contexto internacional. Afinal, é para isso que os diretores controlam as “notícias” e cartas de governo. Em suma: se algo vai mal, é necessário corrigir antes que isso prejudique o trabalho do comitê.
Ambos os lados têm argumentos válidos. Todavia, já dizia o velho Aristóteles: “o justo não está nos extremos, mas nos meios”. Ou seja: deve haver uma terceira via, capaz de navegar entre essas duas correntes, maximizando os efeitos positivos de uma intervenção e mitigando os negativos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Renovar é preciso
Em recentes conversas no mundo modelístico um tema vem sendo abordado de forma recorrente: a renovação do mundo das simulações. Não a renovação de comitês, temas ou modelos, mas sim a de modeleiros. Ao que parece trata-se de um fenêmeno nacional (ponto de vista do universo modeleiro carioca, esta situação é certa), pois a cada nova edição de antigas simulações o quadro de pessoal muda muito pouco. Com raras exceções são as mesmas figurinhas carimbadas que estão sempre por aí, ou como diretores ou como membros de secretariado.
A primeira vista pode ser difícil perceber este fenômeno. Mas, pare pra pensar, nos últimos dois anos, quantas pessoas novas estão participando da organização de modelos? São poucas. Alguns modelos foram extintos por causa disso e modelos novos que surgem sem o apoio de modeleiros experientes acabam por serem nati-mortos (infelizmente). A primeira vista parece que a culpa é da falta de entusiasmo das novas gerações a tomarem parte da mítica “organização”. Na realidade existe um certo preconceito, cansei de ouvir de ótimos delegados frases como: “ah, eu não sou tão bom para conseguir fazer isto”. Ao que parece, diretores de modelo viraram seres de outra galáxia.
A culpa é um pouco nossa, organizadores de simulações. Muito pouco é feito para renovar os quadros. Volta e meia vemos distruibuição de cargos e comitês na base da amizade, mais do que por competência (fenômeno bem brasileiro, diga-se de passagem). Os delegados, ao verem que em várias as simulações o quadro da organização muda muito pouco, sentem que aquilo é uma panelinha fechada, onde não existe forma de entrar.
De que forma podemos tentar remediar essa situação? Como trazer delegados de Ensino Médio (que estão para conclui-lo) para a organização de simulações? Vou lançar a campanha “Adote um delegado”. Aí vai:
-Não aguenta mais escrever guias de estudo?
-Não quer mais organizar simulações?
-Não aguenta mais ter que ver seus amigos da modelândia todo sábado em reuniões de modelos?
Seus problemas ‘se acabaram-se’!
A campanha ADOTE UM DELEGADO promete resolver os seus problemas!
É fácil, basta seguir os seguintes passos:
1 – Observe seus delegados. Você vai perceber facilmente aqueles que são competentes de verdade e não são só vendidos.
2 – Converse com o seu delegado e tente incentivá-lo. Deixe claro que você acredita que ele pode ser um excelente diretor.
3 – Ajude-o no que precisar. Lembra-se de quando você foi ser diretor pela primeira vez? Tente fazer disso uma experiência menos traumática para o seu delegado adotado.
4 – E, a medida emergencial, chame-o para ser diretor num projeto que você criou. Para o seu delegado adotado vai funcionar como um estágio, e, a partir daí, ele vai poder fazer seus próprios projetos sem medo.
Apesar da forma como foram apresentados estes “passos”, se nós olharmos em retrospectiva vamos perceber que foi mais ou menos isso que aconteceu conosco. De certa forma fomos “adotados” para apresentarmos aquele primeiro comitê onde fomos diretores. O processo não pode parar, a modelândia é bem grande e existe espaço para todo mundo. Se a renovação não existe (ou é fraca) temos que tentar trabalhar para mudar este quadro. Adote o seu delegado (e futuro diretor) e contribua para um futuro modelístico melhor.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Credenciais Diplomáticas
Para começar, meu nome é Pedro Nogueira, estudante de Comunicação Social [vejam só!] na UFMG, em Belo Horizonte. Tenho 21 anos e já participei de vários modelos em alguns estados do Brasil dede 2005, como delegado, diretor, editor-chefe e no secretariado, às vezes encontrando os Editores veteranos desse veículo. A experiência com modelos aqui nas Minas Gerais já me proporcionou momentos muito interessantes, histórias e impressões pra dividir com vocês. Espero contribuir de alguma forma para a diversão e o aprendizado que teremos juntos daqui pra frente.
Olá pessoas do meu Brasil (e demais países-membros). Eu sou o JP, às vezes me chamam pelo nome que consta na R.G. João Pedro de Sá Teles. Sou um Brasiliense perdido no Rio de Janeiro que visita a modelândia paulista e que mantém relações diplomáticas com os modeleiros de Belzonte. Sou estudante de Relações Internacionais pela PUC-Rio e estou na modelândia desde 2005. Tenho 19 anos e um bom tempo de experiência modelística, tempo suficiente para que eu conhecesse os criadores deste blog. Todos os quatro: Camarada Napô, Pereira, Cedê e W.A. acumulam muita experiência no mundo de modelos e tive a oportunidade de trabalhar com eles e garanto que manter o padrão de qualidade estabelecido será difícil. Espero que estejamos à altura.
Olá caros amigos e amigas da Modelândia brasileira (quiçá global)!
Meu nome é André Dutra, brasiliense de 22 anos (23 em 10 dias) e sou estudante do 6º semestre de Relações Internacionais no IESB. Participo de modelos desde 2006, quando ainda era calouro e mesmo sem extensa experiência quantitativa, como muitos, tive a sorte de ter diversas experiências qualitativas ao extremo. Como delegado e organizador, pude aprender muito e me apaixonei por este meio. Além disso, atualmente sou servidor público e membro ativo político-partidário.
Espero fazer um ótimo trabalho, como os criadores deste fizeram, certo de que será mais fácil graças à companhia dos 3 excelentes editores que me acompanham.
Moções para sugestões e críticas serão muito benvindas cá por este blogueiro!
Diplomatas, Bacharéis e Engenheiros deste país,
Sou Philip, carioca da gema, 19 anos de tradição – ALÔ RIO! AQUELE ORGULHO!
Estudo Direito na GLORIOSA PUC-Rio e, desde 2005, costumo freqüentar modelos. Nas minhas contas, já estou em 13 simulações – umas ótimas, outras boas e algumas que não valem o papel que gastam. Chego aqui com espírito de colaboração, e espero manter a qualidade dos posts de nossos predecessores. À medida em que for escrevendo neste blog, espero poder dar melhor noção da minha personalidade, coisa difícil de se fazer de modo direto e sucinto.
P.S. Não estou nem aí para a reforma ortográfica, escrevo do meu jeito que é o certo.
Esses, são, portanto, os quatro novos editores do blog. Os velhos editores vão contribuir com sua sabedoria e benevolência, enquanto nós vamos procurar trazer algo de novo para todos. Esperamos vocês por aqui com alguma frequência. Até breve!